Author: DaSoSilva

Nunca me Deixes

Lembras-te de quando me levaste ao cemitério? Fomos la umas 3 vezes, mas a primeira bastou para me conquistar. Fiquei a saber que eras o homem da minha vida. Aventureiro e maluco, mas carinhoso e protetor. Mais tarde disseste me que foi de propósito, porque sabias que ia ter medo e iria pegar-te na mão. Eras esperto na tua conquista. Lembraste quando nos sentamos naquele banco na noite escura e quase que fizemos amor entre as estrelas? Só que a minha moral nos impediu. Se fosse hoje não queria saber de moral nenhuma. Lembras te quando falei contigo sobre as minhas dúvidas que iriamos dar certo? Quando me disseste para não ter medo. E eu não tive mais. Ou quando correste ate a minha casa só para descobrires que eu já estava na tua à tua espera. Que discussão feia foi aquela? Nós estávamos ambos tão apaixonados. Também me lembro quando me perdi porque sou cabeça no ar e tu foste a minha procura com paixão, chateaste te e deste um murro na parede. Fiquei …

Estou de morrer contigo

Estou de morrer contigo. Discutimos ainda à uns momentos e nem o motivo. Disse que não queria falar mais contigo mas menti. Preciso tanto de ti. Estou no vento com uma manta aos ombros para dar um ar dramático às nossas coisas. Lembro me das nossas caricias e pergunto-me porque será que gostamos de nos chatear. Parece que procuramos por momentos perfeitos para despertar o pior em nós. Procuro sempre algo nos teus olhos.Nas tuas palavras. Mas tu como bom amante que és não me dás o que preciso. Não sei como continuar a tentar que isto seja o meu conto de fadas pessoal. Por vezes penso o que aconteceria se te deixasse ir. Mas o meu coração sofre e esconde-me o final desse sofrido pensamento. Queremos sempre mais quando temos suficiente. Eu sou assim. Não me contento com o bonito da minha vida. De ti. Procuro sempre por mais emoção. Talvez seja viciada em amor mas se assim for a culpa é tua. Por és tu que eu amo. Eu quero, procuro e desespero …

Deriva

Sinto-me zonza. Confusa. Perdida. Sinto-me à deriva nesta terra de ninguem. Desde miuda que sonhei com um mundo amarelo onde todos poderiam ser alguem. Onde uma menina pequena de uma aldeia prquena pudesse mudar o mundo. Um mundo apenas. Pensava ela. Mudar alguem. Mudar o coração de uma moribunda pessoa. Foi tudo o que ela alguma vez quis. Tentou colocar sorrisos através do Teatro. Falhou. Tentou fortalecer a arte de ouvir. Foi abandonada. Até que por fim decidiu ser forte e fria. Ser fria mas só a fingir. Pensou ela. Chocar pessoas com as suas palavras. Ser rigida com os que amava para ver se iniciava mudança. Ser rigida mas só a fingir. Mas perdeu-se nessa vida e viu-se a ser rude de verdade. Quando não queria. Nunca foi esse o seu desejo. Mas o mundo é dificil e não quer ser mudado. E ás vezes ficasse à deriva a tentar.

Nunca estou bem

Nunca estou bem. Sinto que estou a perder algo que nem sei se existe.Tenho estas ideias malucas que a vida é mais bonita do que pode ser. Para mim não é suficiente estar aqui, falta me sempre algo que não sei descrever. Está calor, o sol queima-me a pele e eu penso no que poderia estar a fazer. Amor contigo na relva. Ou passear a beira mar. Desfilar com fato-de-banho numa ilha tropical qualquer. Ler um livro no Nepal. Sei la. Sinto falta de emoções. Sinto falta do que sou feita de. Sou uma escritora de almas, mas por vezes sinto que estou vazia. Escrevo e escrevo e depois preciso de mais. Mais amor, mais carinho, mais drama, mais sei lá. Um cheirinho de verão ou um sabor a outono. Só sei que preciso sempre. Está demasiado calor para continuar com este delírio. O meu corpo não aguenta condições extremas, mas a minha mente persegue-as. Pensava que sentar-me ao sol com uma manta na relva e um bonito céu azul para desfrutar me iria inspirar …

Fogo

Eu sinto me como se tivesse sido absorvida por ti. Ontem falamos sobre buracos negros e eu acho que tu estas cada vez mais a tornar-te um. Absorves tudo no teu caminho como se não houvesse barreiras ou fronteiras. Absorves-me a alma, a felicidade, a energia e roubas-me de uma vida sem a pergunta:” o que tens?”. Esqueço-me de ouvir a minha voz na tua presença até que grito por dentro e sou forcada da a ser a “dramática”. Ignoro-me demasiado tempo, tento remanecer calma, mas eu não sou calma. Sou um fogo que queima mesmo quando esta meio apagado, e acho que tu te tornaste no meu combustível. É o jogo nosso, teu e meu. Silêncios e gritos sem muito volume que se tornam a nossa linguagem. Tornam-se o nosso pequeno segredo. Má cara e vontade de chorar e soluçar são quase como respirar para mim ultimamente. Eu guio-me sempre com a pergunta, passamos a desencontrarmo-nos e assim vai o nosso dia. Não quero ser explosiva, inflamável como sou. Mas sou, infelizmente. E tu …